As novas
tecnologias e a
expansão da internet
banda larga prometem
um futuro excitante
para a indústria da
música e seus
consumidores.
Entretanto os órgãos
regulamentadores
precisam agir rápido
para proteger os
artistas e a
qualidade das
músicas produzidas.
Com a introdução de
novos modelos de
negócios,
dispositivos de
consumo e o
surgimento de redes
de banda larga de
alta velocidade, a
indústria
fonográfica está
aguardando os
efeitos de uma
mudança sísmica. O
cenário aponta para
a tendência de
distribuição de
conteúdo em “nuvem”,
ou seja, em vez de
baixar e armazenar
arquivos de música
em seus computadores
e dispositivos
móveis, os
consumidores
começarão em breve a
utilizar a
transmissão de
músicas diretamente
da internet.
A assinatura de
serviços baseados na
nuvem vai
possibilitar que as
músicas não estejam
vinculadas a um
determinado
dispositivo mas
possam ser acessadas
por qualquer um
deles. Por uma
pequena taxa mensal,
um usuário poderá
ter acesso a
praticamente todas
as músicas que ele
desejar. Este modelo
baseado em
“streaming cloud” já
está avançando na
Europa e
provavelmente irá
acontecer em breve
nos EUA e em todo
mundo. Mas desta vez
- ao contrário do
passado, quando
downloads digitais
confundiu a
indústria da música
- as grandes
gravadoras estarão
no jogo.
Gigantes como a Sony
BMG, Warner Music e
EMI estão os
investindo em uma
inovadora plataforma
de transmissão
digital que poderá
ajudá-los a voltar
ao controle sobre a
distribuição de
conteúdo
fonográfico. Sem
dúvida, esses
modelos de entrega e
tecnologias podem
parecer muito
atraentes para os
consumidores e
principalmente para
as gravadoras que
nos últimos tempos
despendeu um esforço
enorme contra a
evolução digital que
afetou diretamente a
receita proveniente
da venda física. Mas
poderá prejudicar a
remuneração dos
artistas.
Mesmo com a
transição para um
modelo de
assinatura, os
artistas ainda
poderão receber
remuneração e
direitos autorais
seguindo um modelo
semelhante ao
praticado pelas
rádios tradicionais.
Embora saiba-se que,
na prática, este
formato ainda
favoreça os artistas
de maior
popularidade. Os
artistas já estão
lutando por uma
fatia das receitas
geradas, mas a menos
que os órgãos
reguladores
apressem-se para
apoia-los,
sobreviver no futuro
pode se tornar ainda
mais difícil para
eles.
Uma boa alternativa
seria que os órgãos
reguladores
ajudassem a fixar
taxas de royalty
streaming para
proporcionar uma
remuneração adequada
a todos os artistas
e isso exigirá o
desenvolvimento e
aplicação de
rigorosos mecanismos
aferição de
audiência nestas
novas plataformas.
De qualquer forma,
mesmo que os
artistas consigam
receber de forma
justa, a natureza
dos modelos de
negócios por trás
deles destaca uma
importante mudança:
os gastos dos
consumidores com
conteúdo fonográfico
tendem a encolher,
enquanto as receitas
de publicidade estão
propensas a
aumentar. E não será
de se admirar que
bandas independentes
encontrem na
publicidade sua
principal fonte de
receita.
Fonte: Jornal Sydney Morning Herald